Governos do DF e de Goiás firmam convênio para reduzir violência no Entorno.

Adriana Bernardes

Publicação: 03/04/2011 07:52 Atualização: 03/04/2011 08:31

Os governos do Distrito Federal e de Goiás vão assinar um convênio de cooperação para combater a violência crescente nos municípios do Entorno. Além da troca de informações na área de inteligência, a administração do estado de Goiás contará com o reforço das polícias Militar e Civil do Distrito Federal nas operações. Já o Instituto de Criminalística poderá auxiliar na elaboração de laudos que possibilitem o esclarecimento de crimes. A violência nos municípios vizinhos à capital é considerada tão grave que Goiás pedirá, pela segunda vez em quatro anos, que a tropa da Força Nacional de Segurança (FNS) ocupe a região.

Além de índices altos de homicídios, Águas Lindas é a segunda cidade do estado em casos de latrocínio e a terceira em abuso sexual.

Com a integração das polícias goiana e brasiliense, espera-se reduzir a criminalidade no Entorno e também em Brasília. Um diagnóstico recente da Secretaria de Segurança Pública de Goiás sobre a criminalidade nas cidades que cercam o DF revela que a taxa de homicídios em algumas delas é sete vezes maior que o número máximo preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dos 20 municípios com o maior número de assassinatos, 11 estão localizados nos arredores do Distrito Federal. Em Valparaíso (GO), distante 35km de Brasília, houve 75,97 mortes intencionais para cada grupo de 100 mil habitantes ao longo do ano passado. A OMS considera início de violência epidêmica quando são registrados 10 assassinatos por 100 mil moradores (veja arte).

Força Nacional

O convênio para que agentes da Polícia Civil e PMs doDF atuem em Goiás está em fase final de elaboração e deverá ser assinado até o fim deste mês. Além disso, em 15 dias, o governo goiano vai oficializar no Ministério da Justiça o pedido de ajuda da Força Nacional, conforme informou ao Correio o chefe do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno, coronel Edson Costa. “Temos uma situação crônica no Entorno, agravada pelo tráfico de drogas. Não podemos aceitar viver numa situação de guerra. O que ocorre é um atentado aos direitos humanos”, avalia o coronel Costa, que também vai recorrer à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República afim de conseguir ajuda.

Além das altas taxas de homicídios, quem mora próximo a Brasília sofre com outros crimes graves. Das cidades goianas com mais registros de latrocínio (roubo com morte), cinco estão no Entorno. E dos 15 municípios goianos que mais registram casos de estupro, mais da metade fica nos arredores do DF. Águas Lindas de Goiás reflete bem a triste estatística. A cidade é a terceira colocada em casos de abuso sexual, além de ocupar o segundo lugar nos registros de latrocínio. “As condições de segurança são precárias. Temos centenas de inquéritos e laudos periciais atrasados”, afirma o coronel Edson Costa.

A parceria entre o GDF e o Poder Executivo de Goiás não chega a ser novidade, visto que já existe um acordo de cooperação — que vence em 31 de abril — e por meio do qual foram realizadas algumas operações conjuntas no passado. Nos últimos anos, porém, houve uma paralisia nas ações e as estratégias de combate integrado ao crime acabaram, com raríssimas exceções, apenas no papel. O que não voltará a ocorrer, segundo o subsecretário de Operações de Segurança Pública do DF, coronel Jooziel de Melo Freire.

Ele destaca que o acordo terá novidades e as ações serão mais abrangentes e frequentes. “A ênfase será nos crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes e nos homicídios”, adiantou. “Só estamos colocando a mão onde alcançamos. Nenhum compromisso assumido pela Secretaria de Segurança Pública do DF vai sofrer de falta de continuidade. Temos metas, há um trabalho científico sendo feito. A ideia é erradicar uma série de transtornos no Entorno e que, eventualmente, reflete no DF”, enfatiza o coronel Jooziel.

A renovação da parceria será uma das primeiras ações do Gabinete de Gestão de Segurança Pública do Entorno, instalado em 23 de fevereiro. Os acertos finais deverão ocorrer após encontros entre os secretários de segurança do DF e de Goiás, respectivamente Daniel Lorenz e João Furtado. As preocupações das autoridades goianas aumentaram após as operações desencadeadas no DF para combater os crimes violentos e o tráfico de drogas.

Abandono

O coronel Edson Costa explica que a inteligência detectou uma guerra entre traficantes pela disputa por pontos de venda de drogas em cidades do Entorno. “É um movimento natural. Quando o DF aperta, há uma tendência de a criminalidade migrar para o Entorno. Quando Goiás aperta, ocorre o inverso. Para o tráfico não existe essa fronteira entre os estados. Por isso, temos que pensar em ações integradas”, defende. Ele reconhece existir um descrédito por parte da população e diz que a falta de esperança é resultado de mais de 40 anos de abandono da região. “Sem segurança e cidadania perdeu-se o controle de território. Só vamos mudar se houver um esforço conjunto de Goiás, do DF e da União”, destaca.

No DF, a situação é menos grave que no Entorno, mas a população também reivindica mais polícia nas ruas. Ao comentar a nova tentativa de cooperação entre os dois estados, a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília e vice-coordenadora do Núcleo de Estudos de Violência e Segurança, Maria Stela Grossi Porto, ressalta que “cada um dos governos, sob seus pontos de vista e em seus próprios territórios, tem problemas em excesso para resolver”. Segundo ela, o fato é que o Entorno é “terra de ninguém” que passou anos sofrendo com o descaso do governo goiano. “A parceria tem uma certa lógica. Mas, para dar certo, as ações têm de ser ampliadas. É preciso ofertar saúde, educação e lazer para essas famílias. Hoje, o único espaço possível é um botequinho para beber. E a bebida é um potencializador de violência”, afirma.

Quanto à possibilidade de envio da Força Nacional de Segurança para o Entorno, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que a decisão deve sair rapidamente. Assim que o pedido for formalizado pelo governo goiano, será avaliado pela secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki e, logo em seguida, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A quantidade de homens deve ser estipulada pelo estado que solicita o apoio. Hoje, mais de 7 mil homens da Força Nacional estão atuando em diferentes regiões do Brasil.

FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br

Visita da Comissão de Deputados ao Presídio Federal de Mato Grosso do Sul - Reportagem TV Record

Visita da Comissão de Deputados ao Presídio Federal de Mato Grosso do Sul - Reportagem TV Anhanguera.

Deputados dizem que PMs goianos detidos em presídio federal no Mato Grosso do Sul estão sendo bem tratados.

Em coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira, 2, no Salão Nobre Henrique Santillo, da Assembleia Legislativa, os deputados Mauro Rubem (PT), Major Araújo (PRB), Carlos Antônio (PSC) e José de Lima (PDT) fizeram uma avaliação positiva da visita que eles realizaram nesta terça-feira, 1º de março, à penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Os deputados foram unânimes em afirmar que os 17 policiais militares lá recolhidos estão sendo bem tratados. E mais: que o presídio serve de exemplo para construção de outras penitenciárias e até mesmo adequação das que já existem em outros Estados.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Mauro Rubem ressaltou que a missão foi pública com vistas, sobretudo, a preservar a imagem da segurança pública do Estado de Goiás. Admitiu também que serviu como aprendizado em educação em direitos humanos.

O parlamentar petista frisou que a penitenciária tem regras e que a pior delas ainda é a revista nas pessoas que visitam presos, mas deixou claro que o local oferece todas as condições de dignidade para os detentos, inclusive uma enfermaria em condições de fazer pequenas cirurgias e consultório odontológico adequado.


Ala própria


Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Major Araújo, idealizador da visita, enfatizou que a missão cumpriu com o seu objetivo. "Constatamos in loco as reais condições físicas daquela penitenciária, bem como o tratamento dispensado aos presos. O nosso pessoal está recolhido em uma ala própria e estão sendo bem tratados, o que nos foi confirmado pelo coronel Macário, com quem conversamos via parlatório, ou seja, apenas através de fone. Inclusive, têm dois diabéticos entre nosso pessoal que estão recebendo alimentação diferenciada."

Major Araújo disse que conversou com pessoas da cidade, inclusive com taxista, e pôde constatar que a imagem da Polícia Militar de Goiás e da segurança do Estado de um modo geral ainda está manchada. "Inclusive, têm pessoas que estão com medo de vir para Goiás, por isso estamos tratando dessa questão com a maior transparência, para evitar esse tipo de imagem errônea sobre a segurança pública em nosso Estado."

Presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa, Carlos Antônio também viu dignidade no tratamento dos presos naquele presídio. O deputado falou dos gastos com a viagem, que ficou em R$ 1,4 mil para cada parlamentar, sendo R$ 1,2 mil com as passagens adquiridas pelo Major Araújo, e, os 200 reais restantes com despesas de condução, hotel e alimentação. Como a viagem teve caráter público os deputados esperam ressarcimento da Assembleia Legislativa, talvez em forma de verba indenizatória.

Visita a Anápolis

Carlos Antônio agendou visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa ao presídio de Anápolis para o dia 16, uma quarta-feira. Mauro Rubem adiantou que outras visitas a presídios serão agendadas, logo após essa ao presídio de Anápolis.

José de Lima, que é titular da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa, falou das condições da penitenciária de Campo Grande. "É realmente um presídio de segurança máxima, porque os funcionários têm segurança, assim como os detentos. É um exemplo para todo o País", sintetizou o deputado, acrescentando que ficou satisfeito com a visita.

Os deputados lembraram que as denúncias de maus tratos ao pessoal de Goiás partiram de um advogado, ex-detento daquele presídio, que se encontra no regime semiaberto. Major Araújo disse que talvez foram feitas por rancor ou com o objetivo de provocar estardalhaço com vistas a conseguir alguma causa, mas que nenhuma das denúncias feitas procedem.

Os parlamentares informaram que, inclusive, conseguiram pegar a assinatura do coronel Macário em uma procuração, para que sua esposa possa fazer operações financeiras para o sustento da família. Sobre o isolamento no presídio, Araújo disse que ele é de 30 dias, mas que no caso do pessoal de Goiás foi de 20 dias e que a partir da próxima semana poderão receber visitas de três adultos e crianças sem limite.

Major adiantou que o diretor do presídio está tentando providenciar contatos com os familiares dos detentos de Goiás, via videoconferência, para evitar gastos com viagem. O deputado falou também sobre corte de cabelo dos presos, lembrando que é regra do presídio por questão de higiene, mas que o corte do pessoal de Goiás foi de militar.

Operação 6º mandamento: Processo obscuro e provas irrelevantes

Coronel Carlos Cezar Macário, segundo informações dos que
voltaram da prisão de Guantanamo, ele sofre de pressão alta
e não tem sido tratado com dignidade e seus remédios estão
sendo negados quando precisa.

Antes de ser preso era o subcomandante
geral da PMGO o 2º homem mais importante da PMGO e está preso até agora
por ter colocado um bandido atrás das grades e ter dado os parabéns pela operação que
culminou na morte de um dos bandidos! Coisa que a imprensa não divulgou até agora.

Alison Maia – Jornalista Policial:

A cada avanço da defesa dos policiais militares presos na operação 6º mandamento deflagrado pela Polícia Federal vem dando conta das trapalhadas do processo que prendeu os PM,s.

A imprensa que deu ampla cobertura dos acontecimentos deixou de acompanhar o caso, tendo em vista que até agora não apareceu nenhum cemitério clandestino usado pelos policiais como divulgado nos meios de comunicação. Mas o que vem chamando a atenção daqueles que tiveram e estão tendo conhecimento do processo são os seguintes:

1º mandamento - Juntaram os processos que os policiais já respondiam e resolveram dar uma resposta desastrosa a sociedade batizando de grupo de extermínio. Em uma das acusações, oficiais da PMGO foram acusados e presos porque ao tomar conhecimento que seus subordinados faziam o conhecido “bico” não tomaram providencia. Esse é o grupo de extermínio?

2º - mandamento – Policiais da ROTAM estão presos em Campo Grande porque foram aquela cidade recuperar um veículo pertencente a um oficial da PM que foi tomado de assalto. Esse é o grupo de extermínio?

3º - mandamento – O coronel Macário, apontado como chefe do grupo, foi preso porque as escutas captaram uma conversa do coronel parabenizando os policiais que em confronto mataram um ladrão que roubou uma camionete na cidade de Acreúna – GO. Esse é o grupo de extermínio?

4º - mandamento – O major Alessandri foi incluído no suposto grupo e preso na fantasiosa operação, pelos crimes que já responde na justiça que são oriundos da invasão do parque industrial e o caso Marta Cosac. Esse é o grupo de extermínio?

5º - mandamento – O suposto grupo de extermínio é formado por pessoas em que sua metade mal se conhece ou nunca se quer trabalharam juntas. Um grupo em que os casos são isolados e não se misturam em suas autorias. Até no caso do tenente coronel Ricardo Rocha, que na opinião da defesa é considerado o caso mais grave, foi preso por processos que já estava respondendo nas cidades de Rio Verde e Alvorada do Norte, cidades goianas. E os policiais de Acreúna que estão presos pela ocorrência em que trocaram tiros com bandidos.

6º - mandamento – Porque será que a imprensa que promoveu todo esse circo não divulga isso? Ou seja, é papel da imprensa dar continuidade as matérias sem resposta. O que está parecendo é que para dar resposta as famílias dos desaparecidos fizeram uma verdadeira lambança com a Polícia Militar de Goiás. Citaram nas matérias desaparecimento de idosos e crianças, mas esqueceram de colocar suas fotos e divulgar seus nomes, apenas fotos de jovens e uma foto antiga de um jovem desaparecido dando a impressão que era criança foi divulgada para dar mais sensacionalismo a matéria. No Rio de janeiro um delegado já está provando ao contrário e foi à imprensa mostrar as provas. Até a assessoria de imprensa da polícia já admite o erro. E a nossa imprensa será que não vai falar mais nada! Sem provas convincentes, sem corpos, sem dignidade e desumanamente nossos policiais continuam presos! Alguns poderes nesse Brasil, bem como seus atores, têm que parar de agir acima da lei, do principio da justiça e da ampla defesa. Essa matéria teve a contribuição do “soldado indignado”.

Fonte: Plantão Policial – A realidade dos fatos!