Comandante do CPMG-Hugo Maj Ubiratan é entrevistado pelo Jornal Diário da Manhã.


Disciplina faz a diferença e agrada a pais e alunos.

Noções de cidadania, civismo e disciplina são os valões ensinados aos alunos do Colégio da Policia Militar (CPMG). A instituição existe há 10 anos, e de acordo com o diretor da unidade Hugo de Carvalho Ramos, o Major Ubiratan Reges Jesus Junior, tais valores são fundamentais para a futura vida profissional e familiar dos alunos.
“Inicialmente começamos como um colégio apenas para os filhos de militares, e como a procura de toda a sociedade foi grande, abrimos para os civis também”. O Major Ubiratan considera atitudes disciplinares como a padronização da vestimenta e aparência dos alunos, atos militares como prestar continência e marchar, por exemplo, são importantes para a formação do individuo.

“Nossa escola não se preocupa com aprovação do vestibular como principal pilar de sustentação do ensino, e sim com a formação do individuo. Acreditamos que se atentarmos para noções básicas de respeito, disciplina, os resultados nas provas, como os vestibulares do País, podem ser positivamente influenciados”, considera.

No Colégio Militar, os alunos não usam piercing, possuem os cabelos rigorosamente cortados, para os garotos, e presos, para as meninas; unhas cortadas e pintadas de cores claras, além da utilização obrigatória do uniforme escolar. Além disso, cantam o Hino Nacional semanalmente, enumera o diretor.

Dos quase 3 mil alunos da unidade Hugo, nem todos consideram a disciplina como um ponto positivo. Segundo o diretor da escola, pesquisas foram realizadas com os estudantes no intuito de identificar a aceitação do regime implantado. “Alguns disseram considerar a disciplina excessiva, e mesmo assim relataram não desejar sair do colégio”, afirma o Major.

Para a professora da rede municipal Vilma de Barbosa Rodrigues, o comportamento do filho mudou desde que entrou na instituição. ”Meu filho está mais organizado com as coisas, com os horários, e sente um prazer muito grande ao ir para a escola”, revela a mãe. Vilma diz ainda que pretende que sua filha mais nova também ingresse no colégio. “No próximo ano quero tentar colocar minha filha no CPMG, pois considero a segurança oferecida aos alunos como ponto primordial da decisão sobre onde meus filhos irão estudar”, revela.

Jose Hamilton dos Santos também escolheu o Colegio Militar pela disciplina oferecida e também pela proximidade do local onde mora:” Acho que minha filha esta bem preparada para o vestibular e considero que não só a disciplina é boa, o ensino também”. Rubia Gleide de Sousa, 17, confirma a posição do pai. “ Estou fazendo o terceiro ano e pretendo prestar vestibular para Direito. Ano passado fiz o vestibular da Universidade Federal de Goiás e passei como treineira”, comemora.

Fonte: Entrevista de Viviane Bittencourt da Editoria de Projetos Especiais – DM

TRIBUNAL DO JURI CONDENA PM


O 1º Tribunal do Júri de Goiânia, sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, condenou, em julgamento realizado na Faculdade Sul Americna (Fasam), nesta quinta-feira, o policial militar Ivomildo Pereira de Sousa a cumprir 14 anos de reclusão por matar Charles Vicente dos Santos. A pena será cumprida na penitenciária Odenir Guimarães, antigo Cepaigo, em regime inicialmente fechado.

Segundo a denúncia, Ivomildo declarou que Charles o provocou, obstruindo sua passagem e causando pequenas discussões. Após um dos desentendimentos, o PM pegou um revólver calibre 38 e atirou contra a cabeça da vítima, que estava de costas. Após o crime, Ivomildo deixou o local, levando a arma.

A defesa pediu a desclassificação do delito para homicídio culposo, sem intenção de matar, na modalidade imprudência, e a redução de pena para homicídio privilegiado, argumentando que o réu praticou o crime sob o domínio de forte emoção e provocação da vítima. Apesar disso, o Conselho de Sentença acatou o pedido do Ministério público e condenou Ivomildo.

Auxiliar incompetente deve ser trocado, afirma Governador Marconi Perillo


O governador Marconi Perillo fez ontem durante solenidade que lançou ações nas áreas de planejamento urbano e meio ambiente, um desabafo em relação aos auxiliares que estariam deixando a desejar.

“O bom secretário, o bom auxiliar não precisa esperar as ordens e as determinações do governador ou do prefeito. Os bons auxiliares sabem das suas responsabilidades e sabem que precisam ser criativos, dirigentes, rápidos e ter iniciativa para buscar os melhores resultados.”

De acordo com o governador, no inicio de sua gestão já havia dado diretrizes ao secretariado para que não se esqueçam do plano de governo.

“O secretário que fica aguardando uma reunião com o governador, uma sugestão ou decisão conjunta, se esquece de buscar alternativas e saídas para as dificuldades e limitações financeiras. Dessa forma acabam não fazendo nada e se torna um papel em branco”, afirma.

Marconi reiterou ainda que irá buscar superação aos obstáculos e disse que se houver algum auxiliar que não for eficiente, deve imediatamente ser trocado.

Fonte: Rádio 730

Conquistas e mudança no comando da PM Baiana


Será na próxima sexta-feira, na Vila Policial Militar do Bonfim, que a Polícia Militar da Bahia empossará seu novo comandante geral, o Coronel Alfredo de Braga Castro, em substituição ao Coronel Nilton Régis Mascarenhas, atual comandante. Em comum, ambos têm no histórico funcional a passagem pelo Batalhão de Polícia de Choque, na condição de comandante.

Dentre as realizações do Coronel Mascarenhas durante os dois anos e oito meses à frente da PMBA, destaca-se o retorno das graduações de cabo e subtenente na corporação, apesar de ainda não ter havido promoções de soldados a cabos após a implementação da mudança. O tempo máximo de permanência dos oficiais no último e penúltimo posto foi mudado para 06 e 09 anos, respectivamente, e os praças da corporação passaram a não ter limite de idade para ingresso no Curso de Formação de Oficiais bastando apenas prestar concurso interno independente de possuir nível superior.

Também na gestão do Coronel Mascarenhas foi autorizado às praças da corporação ministrarem aulas aos alunos-a-oficial da APM, já que anteriormente a participação de soldados e sargentos se limitava à monitoria (independentemente da formação acadêmica). Novas Companhias Independentes foram criadas no interior do estado (Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna e Juazeiro), e os Batalhões operacionais destas cidades se tornaram batalhões escola.

Mais de 6.000 policiais foram admitidos neste período, centenas de viaturas, e o início duma padronização e qualificação no fardamento dos policiais. Na operacionalidade, foi um momento de cobrança intensa da opinião pública, tendo em vista o alarmante índice de homicídios no estado, encabeçado principalmente pela Região Metropolitana de Salvador. A resposta governamental veio com a implementação do recente programa “Pacto pela Vida”, iniciado na gestão do Coronel Mascarenhas, que criou a Base Comunitária do Calabar, a primeira de outras que estão previstas.

Dois momentos desta gestão podem ser considerados críticos: a ocasião em que o Coronel Jorge Santana, o antecessor do Coronel Nilton Mascarenhas no comando geral, foi preso após denúncias de corrupção, e o movimento deflagrado em 2009, denominado Movimento Polícia Legal, em que os policiais militares se recusaram a atuar sem equipamentos de segurança e formação adequados. Em outubro de 2009, o Comandante Mascarenhas chegou a ser internado na UTI do Incor, em São Paulo, em virtude dum procedimento cirúrgico cardíaco. A PM baiana conquistou no último dia 23 de março um aumento de 47% em seus soldos.

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Fonte: Abordagem Policial e outros.


Assassinatos e sumiços de moradores do Entorno do DF são atribuídos a PMs

Começa a partir deste domingo uma série de reportagens do Correio Braziliense acabando de vez com a PM goiana, em especial do entorno do DF.

Além de 300 assassinatos, 36 sumiços de moradores do Entorno do DF e de outras regiões de Goiás são atribuídos a PMs. Na série de reportagens que começa hoje, o Correio mostra o terror provocado pelo esquadrão da morte

Renato Alves

Publicação: 01/05/2011 05:20 Atualização: 01/05/2011 05:30

Os amigos Willian Elias da Silva, 18 anos, e Warleisson Mendes Fernandes, 21, costumavam ir juntos a festas em Senador Canedo (GO). Mas não ficavam até o fim da balada. Logo após a meia-noite, Willian pegava a bicicleta deixada do lado de fora da boate e fazia o caminho de volta para casa na companhia do vizinho. Moradores do povoado do Jardim das Oliveiras, distante 15km de Goiânia, tiveram essa rotina interrompida brutalmente na madrugada de 30 de junho de 2003.

O alerta veio de amigos, logo após a dupla passar por uma choperia. Minutos antes, policiais militares haviam espancado frequentadores do bar. Os PMs juraram matar quem encontrassem àquela hora na estrada entre Senador Canedo e o Jardim das Oliveiras. Willian e Warleisson passariam pela rodovia. Mas responderam não temer a ameaça, pois portavam seus documentos pessoais. Foi a última vez que os dois foram vistos vivos.

Na manhã seguinte, uma segunda-feira, parentes de Willian iniciaram uma peregrinação por delegacias e hospitais em busca do seu paradeiro. Antes do meio-dia, dois jovens apareceram na casa dele contando sobre as ameaças dos PMs e dizendo ter encontrado a bicicleta de Willian em um matagal. Na terça-feira pela manhã, uma tia do garoto telefonou para a mãe do jovem e falou sobre uma reportagem de jornal que trazia a notícia de dois corpos encontrados na área rural de Senador Canedo.

Regina  Cardoso vai todos os  domingos ao cemitério de Senador Canedo visitar o túmulo do filho, desaparecido após militares ameaçarem matar jovens da cidade. O corpo dele foi encontrado horas depois, com um tiro na nuca (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Regina Cardoso vai todos os domingos ao cemitério de Senador Canedo visitar o túmulo do filho, desaparecido após militares ameaçarem matar jovens da cidade. O corpo dele foi encontrado horas depois, com um tiro na nuca
Familiares de Willian e Warleisson correram ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Lá, no início da tarde, souberam da morte dos dois. Reconheceram os corpos recolhidos na mata de uma fazenda do município, um dia antes. Willian foi espancado e atingido com um tiro na nuca. Warleisson levou seis tiros nas costas. “Foi muita covardia. Arrancaram a pele dos braços e das costas do meu filho”, lembra a doméstica Regina Fátima da Silva Cardoso, hoje com 47 anos, mãe de Willian.

Os dois amigos tiveram um fim semelhante ao de outros 34 moradores de Goiás desaparecidos após abordagem de policiais militares nos últimos 10 anos. Sem punição, os crimes voltaram a ser investigados depois da Operação Sexto Mandamento. Desencadeada pela Polícia Federal em 15 de fevereiro deste ano, quando 19 PMs goianos foram presos, a ação visa levantar provas do extermínio de inocentes e bandidos por parte de grupos de militares.

Mais denúncias
Do bando, 16 continuam trancafiados no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). Com base na investigação da PF, seis deles já foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) à Justiça por assassinato e outros crimes. A prisão do grupo encorajou novas denúncias de execuções por parte de familiares de vítimas.

Até a Sexto Mandamento, órgãos de defesa dos Direitos Humanos contavam 20 desaparecidos após contato com PMs apenas na região metropolitana de Goiânia. Em pouco mais de dois meses, surgiram outros 16 casos. Em todos, comprovadamente, as vítimas foram vistas com vida pela última vez em uma abordagem realizada por homens da Polícia Militar.

Além dos 36 desaparecidos, mais 300 pessoas morreram, oficialmente, em confrontos com algum dos militares presos nos últimos 10 anos. Para a PF e o MPGO, há fortes indícios de fraude nas supostas trocas de tiros. Na maioria delas, laudos do IML mostram sinais de tortura e execuções, como tiro na nuca da vítima.

Para se ter uma ideia do quanto a PM goiana mata, 9% dos assassinatos ocorridos na capital do estado nos últimos sete anos ocorreram em supostos confrontos entre policiais e bandidos. Nesse período, foram registrados 2.429 homicídios na cidade, sendo 224 em supostas trocas de tiros de PMs com suspeitos. Os dados são da Delegacia de Investigações de Homicídios de Goiânia. No Distrito Federal, por exemplo, policiais militares não respondem nem a 1% das mortes violentas.

Entorno
A matança investigada pela PF e pelo MPGO teve início nos anos 2000, no interior de Goiás. Casos que se alastraram por oito cidades, incluindo Formosa, no Entorno do DF. No município distante 70km de Brasília, PMs admitem ter tirado a vida de 10 das 48 pessoas assassinadas em 2008. Outros cinco casos ocorreram no segundo semestre de 2007.

Em dezembro de 2008, também em Formosa, jovens e adolescentes acabaram executados com tiros na cabeça por homens encapuzados. Outro caso semelhante ocorreu em fevereiro de 2009. Em todas as ocorrências, os autores agiram em dupla. Vestidos de preto, utilizaram pistolas, armas de uso restrito às polícias.

Ao tomar conhecimento da sequência de mortes na cidade, o Correio Braziliense passou a denunciar, em maio de 2009, a ação de um grupo de extermínio no Entorno. Agora, o jornal mostra, a partir desta série de reportagem iniciada hoje, que a atuação criminosa de militares que se julgam no direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer vai ainda mais além.

Durante um mês, a reportagens levantou o histórico dos sumiços e das execuções. Encontrou familiares de 18 pessoas desaparecidas ou mortas após revista de policiais militares. Algumas ainda continuam sumidas, mas os parentes não alimentam a esperança de encontrá-las vivas. O jornal teve acesso a laudos e outros documentos que desmontam as histórias de troca de tiros contadas pelos PMs.

Em liberdade
O Correio apurou ainda que, diferentemente dos presos na Operação Sexto Mandamento, a maioria dos PMs goianos citados em processos por homicídio continua em liberdade. São pelo menos 21 homens da corporação apontados pelos parentes das vítimas como os algozes de seus filhos e que permanecem nas ruas, atuando a serviço do Estado.

Pais que convivem com a indignação diante da injustiça e o medo de represálias por parte de quem tirou a vida daqueles que tanto amavam.

Temor também de policiais civis, federais, promotores de Justiça, juízes, jornalistas e religiosos. Gente marcada para morrer por combater as ações do grupo de extermínio instalado em Goiás e apoiado por empresários, fazendeiros e autoridades do estado.

Não matarás
O nome da operação se refere ao decálogo bíblico, cujo sexto mandamento é “não matarás”. Dos 19 acusados, três ganharam a liberdade um mês após a ação e 16 continuam detidos no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). Os 19 respondem pelos crimes de homicídio qualificado em atividades típicas de grupo de extermínio, formação de quadrilha, tortura qualificada, tráfico de influência, falso testemunho, ocultação de cadáver e ameaças.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

Ten Vilmar fala sobre a Lei 4.208 Programa SOS Segurança.

Maj Araújo fala sobre o aumento da criminalidade em Goiás